Núcleo de User Experience

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No dia 29 de janeiro, o NUX lançou a pergunta: E o que os campuseiros sabem sobre Arquitetura de Informação ? Aproveitando o clima tecnológico da semana da Campus Party, o Nux quis saber quão conhecida está nossa área (AI, UX e afins) entre o pessoal de tecnologia (muitos deles desenvolvedores web, inclusive…).

Um pouco sobre quem respondeu a pesquisa

Perfil dos participantes

Perfil dos participantes

Infográfico de Silas Augusto


Sobre usabilidade

Apenas 6,67% não soube responder o que é usabilidade. Com o restante houve quase um consenso quanto ao o que é isso afinal… Em quase todas as definições enviadas lemos: facilidade de uso de uma interface (física ou não) e uma forma de melhorar a produtividade.

No longínquo 2005, a Amyris Fernandez (especialista em usabilidade) fez uma abordagem bem legal sobre o tema no WebInsider. Apesar de antigo, o conteúdo ainda é muito relevante. A Wikipédia também reúne um conteúdo interessante, citando a famosa ISO 9241-11: “pela definição da International Organization for Standardization, usabilidade é a medida pela qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico”.

Mas, a grande questão é: fica a cargo de quem aplicar a usabilidade nos projetos? E é nesse quesito que as opiniões divergem…

O que o pessoal respondeu

Respostas dos participantes

Respostas dos participantes

Infográfico de Silas Augusto

Centrado no usuário. Esse foi o mais próximo que chegamos…

Concluímos então que o problema está em ligar a teoria a prática. Ok! Sabe-se o que é usabilidade, mas e aí? Quem faz isso acontecer? Como faz isso?

Primeiro, algumas respostas básicas:
Não, não somos designers
Não, não somos nós que definimos cor, tamanho e tipo da letra
Não somos nós que criamos um ícone XYZ
Não, não somos um ‘webmaster’ (o famigerado ser mitológico que fazia TUDO nos primórdios da web)
Não temos que saber minúcias da implementação de infraestrutura e relacionados
Também não precisamos codificar

Sim, somos nós que planejamos a navegação, a hierarquia da informação, rótulos, design patterns
Nós que vamos a campo conhecer o usuário, seus hábitos, seus anseios…
Também representamos aquela vozinha inconsciente que, de tempos em tempos, fazem as pessoas envolvidas nos projetos lembrarem que láááááááá no final vai ter uma pessoa (sim, parece estranho, mas é a realidade, meu caro) usando isso que estão desenvolvendo agora.

E o mais importante… Não, não estamos competindo com ninguém! Cada um tem seu papel no processo criativo, cada um tem seu momento. O nosso é facilitar o diálogo, permitir a comunicação, envolver desenvolvimento e criação desde o início com seus inputs sempre ricos. Criar o melhor produto, revolucionar…

Para nossos amigos tecnólogos, uma boa definição de um Arquiteto de Informação seria: um analista de sistemas que vê o mundo com olhos de designer, que levanta os requisitos do sistema do ponto de vista do usuário e não da tecnologia disponível. Não se pensa uma solução porque ela é mais fácil de implantar, porque é a mais barata, por que está na moda ou é a mais bonita, mas porque é a que gera melhor experiência para o usuário.

Na definição da Wikipédia temos algo semelhante a isso:

…Não por acaso, a Arquitetura de Informações guarda muitas semelhanças com aquela sua ancestral (Arquitetura tradicional). A principal delas é a característica de ser centrada no ser humano: como a informação só pode existir em “comunidades de sentido”, a Arquitetura de Informações trata primeiramente de pessoas, buscando assegurar-lhes conforto e, somente depois, de tecnologia.

Bom, é isso… Esperamos ter elucidado um pouco essa questão! E você o que acha?

Abs!

Outros posts sobre o papel do AI

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Todo mundo NUX no EBAI

Todo mundo NUX no EBAI

Começamos bem o EBAI desse ano, a Try criou uma dinâmica muito interessante, todos os participantes receberam 16 fichas de uma personalidade da área (Jared Spool, Donald Norman…), o objetivo era trocar sua personalidade com outros participantes para completar o seu Try Trunfo e concorrer a livros. O pessoal realmente se entreteve com isso, todos nos sentimos na escola de novo trocando figurinhas. Muito bem produzido, parabéns Elis (@elisfer)! =D Só não sei se o networking foi sua conseqüência, pois acabamos nos fixando tanto nas fichas que às vezes até esquecíamos de nos apresentar uns aos outros, mas valeu a brincadeira. Nos divertimos muito!

Try Trunfo

Try Trunfo - Foto de Silvio Tanaka

A maratona de palestras (13 ao todo) iniciou-se com a Silvia Melo e o Fabrício Teixeira, da AgênciaClick, falando sobre o case do portal da Fiat, desde 2006 no ar, trouxeram métricas que comprovam como o planejamento web resulta em um número maior de vendas e, também, como foi o processo de concepção do conceito. O quanto foi importante ter liberdade no início do projeto, para trazer inovação ao case, e depois voltar para as premissas do projeto. E que os testes servem para aprimorar pequenas coisas e não validar a idéia.

Seguimos com a Maria Célia Furtado, da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), apresentando seu case Internet e Interatividade para a Participação Pública, sobre como estabelecer princípios e definições para projetos web que estimulem essa participação por meio da ampliação do diálogo entre Administração Pública e cidadãos.

A terceira palestra, orquestrada pela Gisele Rossi Araújo e pela Tâmara Baia, da organização OpenBossa vinculada ao Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) deu um banho de paixão e experiência. Falaram sobre pesquisas em tecnologias móveis. Expuseram como produzem seus protótipos, inclusive de hardware, para analisarem como ocorre a interação do usuário com o aparelho. Citaram as dificuldades enfrentadas em projetar para os diferentes devices. Destaque, também, para como o Scrum é inserido no processo, em especial, aos workshops criativos -que é muito próximo de uma iniciativa que estamos implantando aqui no NUX que são nossas segundas dedicadas a projetos mirabolantes =). Distribuíram um Planning Poker personalizado para quem fez perguntas, A-D-O-R-E-I-!. O paper enviado ao EBAI está disponível para download.

Open Bossa (INdT) - Planning Poker

Open Bossa (INdT) - Planning Poker

Iniciando as palestras da tarde, Ricardo Grandinetti Teixeira, da fhios falou sobre Design centrado no usuário. Gil Barros veio causando (e esclarecendo) muitas dúvidas em relação a posição do Arquiteto de Informação, cargos e o nosso papel dentro do planejamento da experiência do usuário. Muito rico e inquietante.

Para fechar o dia Andrew Hinton ratificou o que o Gil Barros já tinha semeado e seguiu na mesma linha de discussão sobre a macro e micro AI -e o caminho é mesmo esse, uma grande área cuja finalidade é a experiência do usuário que engloba a Arquitetura de Informação do dia-a-dia. Muita boa a palestra, principalmente por deixar claro que os gringos tem as mesmas dúvidas e anseios que nós, está na hora de nos valorizarmos mais… A apresentação está disponível no slideshare.

UX ou AI?

UX ou AI?

Assim encerramos o primeiro dia. Cansados, mas satisfeitíssimos com a qualidade das apresentações e o clima do evento.

 

Segundo dia…

Começamos o sábado com Alessandro Dias, do INdT de Manaus contando sua experiência sobre como provar em uma apresentação o valor do trabalho do Instituto de Pesquisa. Em seguida, Leandro Gejfinbein, da Globo.com apresentou a nova estruturação do centro de AI na empresa e o uso do Scrum – muito semelhante ao momento que vivemos aqui na Abril Digital.

Ainda pela manhã, Paola Sales veio da Itália contar como a Experientia vem trabalhando na pesquisa sobre diferenças culturais e sua influência na experiência do usuário, através de testes em protótipos em papel, muita paixão aqui também. Feliphe Lavor, da Calandra Soluções nos presenteou com a primeira palestra dessa edição que tratava TI e AI juntas, seu case era uma rede social desenvolvida para o report de horas e tarefas em um ambiente corporativo. O que particularmente nos deixou muito felizes, porque é uma vitória enorme termos pessoas de TI aliadas em prol do disseminação do conhecimento sobre UX/AI. Sem contar que esse sistema pode ser facilmente linkado com o conceito de comunicação rápida e constante difundida pelo Scrum.

A tarde começou com Frederick van Amstel, Edyd junges e Rodrigo Freese Gonzatto, do Instituto Faber Ludens, que apresentaram o projeto Conectando Conteúdos. O projeto segue a linha colaborativa – como a proposta apresentada no EBAI do ano passado pelo Fred. Dentre as idéias do projeto a mais destacada foi a de intra-etiquetas: etiquetas específicas dentro dos conteúdos. Foi legal ver os alunos do Instituto expor as pesquisas desenvolvidas lá. Só ficamos com uma dúvida sobre o que diferencia a proposta de folcsonomia apresentada do que temos hoje, pois a intra-etiqueta não valerá, também, como etiqueta? Gostaríamos de entender melhor… A apresentação já está disponível.

Quase no finalzinho, Rafael Kiso da Embraer novamente apontou para um futuro próspero com seu case que une TI e UX, no projeto da nova interface para administração de chamados de manutenção em aviões. Para fechar o dia (e o evento), Felipe Memória, hoje na HUGE, veio nos contar sua experiência no exterior e, como o Gil, sacudir nossas idéias. Excepcional!

Resumindo… Falou-se muito em:

– Mobile e os desafios enfrentados pelos diferentes devices

– Aderência ao Scrum

– Valorização do Brasil no mercado de UX, pois estamos no mesmo caminho que os gringos (Felipe Memória comprovou isso em sua palestra)

– TI incorporando UX em seus processos (ponto para nós =P)

– Tenha a dedicação e a paixão exalados em uma startup!

– AI ou UX? Precisamos de cargos? Quão importante são as documentações? E tantas outras perguntas que o tema envolvem… (ah! as perguntas… elas dão um outro post! Aguardem… =P)


Mais fotos do EBAI, por Silvio Tanaka, no http://flickr.com/nuxabril

 

Responda nossa enquete e comente, gostaríamos de saber sua opinião 😉

 

 

nux

Em meio a tantas mudanças, a Abril Digital ganha uma área que até então não existia: o Núcleo de pesquisa focado em User Experience (UX) e Arquitetura de Informação (AI).

Provavelmente você já escutou que um sistema precisa ser enxuto, objetivo e claro o suficiente para ser bem utilizado. Afinal, o tempo que se perde pensando ou fazendo uma ação errada é muito frustrante. Chega a dar vontade de falar aquela frase que brasileiro adora dizer – é tudo culpa do sistema – e no pior dos casos, ainda acredita-se que seja falha do usuário.

Tudo isso porque, quando pensamos em uma interface, em muitos projetos, a preocupação com o usuário final só se torna explícita antes da ação de lançamento. Principalmente quando temos um prazo e metas agressivas, tudo que envolve pesquisa qualitativa demonstra um outro lado da realidade. Porém, existem métodos não muito custosos que podem ser agregados a práticas de desenvolvimento ou de produto. Investigar necessidades e manter um estudo prévio centrado no usuário pode evitar retrabalhos e melhorar a produtividade do time.

Um profissional de UX inserido em seu projeto significa o amortecimento das barreiras criadas entre projetistas  e a aplicação de uma interface usável, útil e que proporcione uma experiência significativa. Baseado livremente no processo de design centrado no usuario do C.E.S.A.R. pretendemos manter um fluxo de trabalho interativo através das fases de pesquisa, ideação, prototipação e avaliação.

ciclo

Desde a sua formação, em maio, o NUX já começa a dar os primeiros passos. Contamos com 3 pessoas e as atividades diárias são atualmente baseadas em demandas e prioridades, as quais complementamos de acordo com a necessidade de cada projeto e o tempo que temos para executar as melhores práticas na área.

O compromisso do núcleo é a entrega de uma interação de qualidade antes do Product Backlog. Para garantir isso, o grupo participa e atua em definição de requisitos, sketches, storyboards, paper prototype e testes com usuários.

A área entende a estratégia de cada produto junto com os PO’s e avalia as necessidades frente a seu público alvo, através de interações contínuas e acompanhamento em todas as fases de vida de um projeto.

Como esse assunto rende bastante, fica apenas um gostinho inicial. Para quem tem interesse na área, pretendemos manter este blog e atualizá-lo semanalmente. No próximo post, iremos abordar o estudo de personas e aguardamos a sua visita. Contamos com você, leitor, para que siga o propósito de design centrado no usuário em seu projeto e o NUX possa sempre ajudar em seus estudos.


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Twitter: Siga-nux

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