Núcleo de User Experience

Posts Tagged ‘omnigraffle

Já nos perguntaram várias vezes:

– Hey, qual programa vocês usam para criar fluxos, diagramas, wireframes, sitemaps e protótipos navegavéis?!?

A melhor resposta a esta pergunta é:

– Use o que melhor lhe servir, o que for mais prático e mais confortável a você.

Interface do Axure

Interface do Axure

Alguns dirão que hoje o Axure é a melhor ferramenta para o arquiteto uptodate (uau) que com ele é possível criar wireframes de alta fidelidade e/ou protótipos funcionais… perfeito.

Outros dirão que o Omnigraffle é a opção para usuários Apple e que o software é super-mega-ultra fácil de trabalhar, que possui uma biblioteca imensa de stencils a baixar no graffletopia.com e bla, bla, blá…

Puristas são do time do papel e lápis, dizem que é a forma mais prática e barata, afinal você não precisa comprar licença de uso de nenhum dos programas citados acima.

Independente da opção que escolher existirão prós e contras. O Axure é bem completo, mas a curva de aprendizado é maior, você precisa de um tempo dedicado até aprender a usá-lo completamente (natural em todo software novo) só que ele ainda não disponibiliza uma biblioteca vasta como a do Omnigraffle. Este por sua vez só roda em Mac OS e não possui a funcionalidade nativa de criar protótipos navegáveis.

E o papel? Bom, como você irá compartilhar o seu wireframe em papel? Tirando uma foto, claro (ah, espertão!)… Só que essa não é a melhor solução, se você quiser indexar o conteúdo do arquivo a fim de compartilhá-lo como documentação entre a equipe de desenvolvedores, como fazer? Você precisa de alguma forma digitalizá-lo, se surgir a demanda da equipe.

Yahoo! Stencil kit

Além dos principais programas, tem gente usando Power Point, Illustrator e até o Photoshop, acreditem.

Não importa o que você usa, o importante é colocar as idéias em algum lugar, organizá-las e discutí-las com a equipe do projeto envolvido. Comece no papel, se o projeto for complexo, ou necessitar de muitas alterações, digitalizá-lo é uma boa idéia pois lhe poupará tempo.

Sabe aquela história de: o que for melhor para o usuário é o que deve ser adotado? Então… e chega de “o meu é melhor que o seu”.

Comentem aí, queremos ouvir a opinião de vocês!

Links bacanas para os arquitetos de primeira viagem:

Anúncios

personas

A sala treze do oitavo andar estava em silêncio. Era ocupada por umas 3 ou 4 pessoas, todas compenetradas. Ronaldo fez Publicidade na USP.  Alemão é psicólogo de formação na UFPE, junto de Karina que é designer pelo SENAC em São Paulo. Todos falam como se fossem outras pessoas e agem como essas pessoas deveriam agir orientadas por um moderador.

Não, seu nerd. Isso não é uma partida de RGP e bem poderia ser. É um ensaio de contexto de uso para o estudo de personas, uma das técnicas aplicadas na fase inicial de qualquer projeto que valorize o design centrado no usuário. Mas já é possível imaginar porque você pensou isso. Uma partida de RPG começa com o narrador descrevendo um cenário. Todas as suas ações são baseadas em personagens com características preenchidas através de uma ficha como: destreza, carisma, inteligência… O prelúdio é o ponto inicial da sua jornada, de onde partem os princípios e objetivos que o personagem deseja cumprir. No live os personagens interagem entre si seguindo perfis pré-estabelecidos.

Embora o termo Personas derive da palavra latina para a máscara usada por atores na época clássica, essa técnica não é concebida unicamente em representação de papéis. Do contrário de um teatro, onde os atores recebem um script com o conjunto de suas ações, gestos e falas, as personas não seguem um roteiro premeditado e o aproximam-se mais de um trabalho incremental. A definição de personas é alterada gradativamente, e quanto mais você conhece o usuário, mais condições de aperfeiçoar a sua “personalidade”  você tem. Os dados demográficos ajudam bastante e antes de traçar qualquer perfil, portanto, certifique-se que o seu conhecimento é fundamentado.

A mecânica do estudo de personas baseia-se na construção de um personagem fictício que representa grupos de usuário do sistema. A premissa básica se traduz em auxiliar as decisões do projeto focando a atenção em humanidade e diversidade. O objetivo dessa técnica é mapear os principais comportamentos de uso e necessidades associadas a um padrão.

Construindo as personas você pode aperfeiçar a sua idéia de cenário e contexto, planejar ações, pensar no fluxograma operacional e dar credibilidade às estratégias de Arquitetura de Informação. O valor da metáfora das personas irá se refletir no seu dia a dia quando os envolvidos no projeto estiverem cientes para que tipo de padrão de comportamento estão construindo a interface, melhorando a comunicação e facilitando a argumentação na hora de tomar decisões. Ex: “ Vocês lembram do estudo de personas que fizemos? Pois é, a Fernanda, que é usuária do produto X, pensa assim, então ela não iria utilizar dessa funcionalidade”.

Atenção: personas são reflexo principalmente de dados quantitativos, que depois de bem desenvolvidos ajudam a manter uma visão qualitativa a fim de construir um perfil mais próximo do real.

Cabe-nos agora, a audácia de deixar um exemplo de “ficha” para vocês se encaminharem ao tio da “xerox” nesse divertido role-playing-game:

personasFonte: Graffletopia – Luis Hernandes.